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Política

MDB decide indicar Renan Calheiros como candidato à presidência do Senado

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Informação foi dada pelo líder da legenda, José Maranhão. Bancada contará com 13 senadores e se reuniu em Brasília. Eleição para o comando do Senado acontece nesta sexta (1º).

O líder interino do MDB, José Maranhão, informou nesta quinta-feira (31) que o partido decidiu indicar Renan Calheiros(MDB-AL) como candidato da legenda à presidência do Senado.

A eleição que vai definir o sucessor de Eunício Oliveira (MDB-CE) está prevista para esta sexta-feira (1º).

De acordo com Simone Tebet (MDB-MS), que disputava a indicação do partido, dos 12 senadores que votaram, sete escolheram Renan e cinco votaram nela.

A bancada do MDB contará com 13 senadores e se reuniu nesta quinta-feira em Brasília para discutir a presidência do Senado. Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) foi o único parlamentar do partido a não participar da reunião.

Renan Calheiros iniciará nesta sexta-feira (1º) o quarto mandato como senador. Ele já foi eleito quatro vezes presidente do Senado.

Política ‘complexa’

Após a reunião, Renan foi questionado se a bancada do MDB sai unida disputa interna mesmo com um placar apertado. O senador, então, afirmou que não caberia a ele fazer essa avaliação.

“Política é tão complexa que a experiência só não basta”, afirmou.

Os senadores do MDB também definiram nesta quinta que Eduardo Braga (MDB-AM) será o novo líder do partido.

Candidatura avulsa

Derrotada na disputa interna, Simone Tebet disse que “não há espaço” para a apresentação de uma candidatura avulsa. Segundo ela, isso “só complicaria” o processo eleitoral.

“Eu não sou candidata de mim mesma. São oito candidaturas. A minha candidatura avulsa só complicaria o processo para qualquer lado. Então, neste momento – de hoje para amanhã muita coisa vai acontecer – mas neste momento não há espaço para a minha candidatura, porque não tem um partido que venha apoiar”, afirmou.

Outras candidaturas

Até o momento, outros sete senadores já se apresentaram como pré-candidatos à presidência do Senado. São eles, em ordem alfabética, Alvaro Dias (Pode-PR), Ângelo Coronel (PSD-BA), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), Major Olímpio (PSL-SP), Reguffe (sem partido-DF) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Política

Lava Jato para a mineração

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Sinal vermelho

A Lava Jato prepara uma “razzia” no setor de mineração.

O atual ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, e o ministro da Justiça Sérgio Moro são amigos e tocam de ouvido há quatro anos.

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Política

Rainha Elizabeth publica mensagem em apoio às vítimas de Brumadinho

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No texto, ela lamenta a perda de vidas e a devastação causadas pela tragédia em MG

No texto, ela lamenta a perda de vidas e a devastação causadas pela tragédia em MG

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Política

Não entendi a polêmica, diz delegado que vetou saída de Lula

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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 06/06/2016 REUTERS/Ricardo Moraes

“Eu não entendi a polêmica. Não entendi qual foi a parte que não entenderam que simplesmente não era possível e não dependia da boa vontade de ninguém. Apenas não havia condições logísticas e policiais suficientes para garantir a segurança do próprio conduzido e dos agentes empregados numa grande operação policial que seria para efetivar um pedido como esse”, afirmou Flores durante coletiva da força-tarefa da Lava Jato sobre a fase 59 da Operação, deflagrada nesta quinta, 31.

O irmão de Lula morreu na terça, 29, e foi sepultado na quarta, 30, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. Os advogados do ex-presidente pediram autorização para que ele pudesse sair da sala especial que ocupa na sede da PF em Curitiba – onde cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do triplex do Guarujá – e ir ao velório de Vavá. O superintendente se manifestou contra a saída de Lula.

No parecer, o delegado afirmou que os helicópteros que poderiam ser utilizados na transferência do ex-presidente foram deslocados para atender as vítimas do desastre de Brumadinho, em Minas.

“Imagine se nós usássemos uma aeronave particular, emprestada por alguém não se sabe quem, conduzida por um piloto que não se sabe quem ou o que está passando pela cabeça, conduzindo um ex-presidente da República com policiais federais armados”, afirmou Flores. “Quem garante que ele vá para o destino que ele deveria ir?”, questionou.

Luciano Flores afirmou que a provável concentração de manifestantes, pró e contra Lula, em torno do cemitério em São Bernardo do Campo, onde Vavá foi enterrado, era outra preocupação dos policiais.

O delegado disse que o cenário atual e a dificuldade para garantir a presença do ex-presidente no velório eram grandes, inclusive quando comparadas com a liberação do petista para ver a mãe quando de sua prisão na ditadura militar, em 1980.

“Pode ser feito não significa que deve se feito. Cada caso precisa ser analisado. E assim são deferidos vários pedidos anualmente para que os presos possam ir ao velórios. Eu não conheço nenhum caso, desses milhares que já foram deferidos, em que foi pego um preso de um estabelecimento penal onde estava recolhido, utilizado uma aeronave e gastos públicos milionários, para levá-lo a outro estado, onde houvesse uma militância e grande quantidade de manifestantes prós e contra. Eu não conheço na história do Brasil que isso tenha acontecido”, afirmou.

Polícia Federal é imparcial

Flores fez um desabafo sobre a recusa do pedido de Lula. Ele disse que a Polícia Federal não está contra ninguém e afirmou que a medida não teve nenhuma motivação ideológica.

“É necessário a gente aproveitar para esclarecer que não se trata de questão ideológica. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal são instituições públicas que estão há muito tempo demonstrando sua imparcialidade no combate à corrupção, evitando que ocorram novamente desvios como esses como o que está sendo demonstrado aqui”, afirmou, em referência às investigações de um esquema de propinas na Transpetro, subsidiária da Petrobrás, alvo da fase 59 da Lava Jato.

O delegado disse que a Lava Jato não tem como foco um único partido ou apenas um governo. De acordo com ele, integrantes de diversas siglas já foram detidos pela operação, o que não significa que “um partido é bom ou ruim”.

“Significa que existem pessoas que praticam crimes, pessoas que podem estar filiadas a um partido, exercendo um cargo público ou exercendo nada, não ter nenhuma ideologia. Não é isso que define se a pessoa presta ou não, se deve ser presa ou não. São os fatos aos quais ela pode ser responsabilizada”, concluiu.

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