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Política

Não entendi a polêmica, diz delegado que vetou saída de Lula

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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 06/06/2016 REUTERS/Ricardo Moraes

“Eu não entendi a polêmica. Não entendi qual foi a parte que não entenderam que simplesmente não era possível e não dependia da boa vontade de ninguém. Apenas não havia condições logísticas e policiais suficientes para garantir a segurança do próprio conduzido e dos agentes empregados numa grande operação policial que seria para efetivar um pedido como esse”, afirmou Flores durante coletiva da força-tarefa da Lava Jato sobre a fase 59 da Operação, deflagrada nesta quinta, 31.

O irmão de Lula morreu na terça, 29, e foi sepultado na quarta, 30, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. Os advogados do ex-presidente pediram autorização para que ele pudesse sair da sala especial que ocupa na sede da PF em Curitiba – onde cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do triplex do Guarujá – e ir ao velório de Vavá. O superintendente se manifestou contra a saída de Lula.

No parecer, o delegado afirmou que os helicópteros que poderiam ser utilizados na transferência do ex-presidente foram deslocados para atender as vítimas do desastre de Brumadinho, em Minas.

“Imagine se nós usássemos uma aeronave particular, emprestada por alguém não se sabe quem, conduzida por um piloto que não se sabe quem ou o que está passando pela cabeça, conduzindo um ex-presidente da República com policiais federais armados”, afirmou Flores. “Quem garante que ele vá para o destino que ele deveria ir?”, questionou.

Luciano Flores afirmou que a provável concentração de manifestantes, pró e contra Lula, em torno do cemitério em São Bernardo do Campo, onde Vavá foi enterrado, era outra preocupação dos policiais.

O delegado disse que o cenário atual e a dificuldade para garantir a presença do ex-presidente no velório eram grandes, inclusive quando comparadas com a liberação do petista para ver a mãe quando de sua prisão na ditadura militar, em 1980.

“Pode ser feito não significa que deve se feito. Cada caso precisa ser analisado. E assim são deferidos vários pedidos anualmente para que os presos possam ir ao velórios. Eu não conheço nenhum caso, desses milhares que já foram deferidos, em que foi pego um preso de um estabelecimento penal onde estava recolhido, utilizado uma aeronave e gastos públicos milionários, para levá-lo a outro estado, onde houvesse uma militância e grande quantidade de manifestantes prós e contra. Eu não conheço na história do Brasil que isso tenha acontecido”, afirmou.

Polícia Federal é imparcial

Flores fez um desabafo sobre a recusa do pedido de Lula. Ele disse que a Polícia Federal não está contra ninguém e afirmou que a medida não teve nenhuma motivação ideológica.

“É necessário a gente aproveitar para esclarecer que não se trata de questão ideológica. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal são instituições públicas que estão há muito tempo demonstrando sua imparcialidade no combate à corrupção, evitando que ocorram novamente desvios como esses como o que está sendo demonstrado aqui”, afirmou, em referência às investigações de um esquema de propinas na Transpetro, subsidiária da Petrobrás, alvo da fase 59 da Lava Jato.

O delegado disse que a Lava Jato não tem como foco um único partido ou apenas um governo. De acordo com ele, integrantes de diversas siglas já foram detidos pela operação, o que não significa que “um partido é bom ou ruim”.

“Significa que existem pessoas que praticam crimes, pessoas que podem estar filiadas a um partido, exercendo um cargo público ou exercendo nada, não ter nenhuma ideologia. Não é isso que define se a pessoa presta ou não, se deve ser presa ou não. São os fatos aos quais ela pode ser responsabilizada”, concluiu.

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Lava Jato para a mineração

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Sinal vermelho

A Lava Jato prepara uma “razzia” no setor de mineração.

O atual ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, e o ministro da Justiça Sérgio Moro são amigos e tocam de ouvido há quatro anos.

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Rainha Elizabeth publica mensagem em apoio às vítimas de Brumadinho

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No texto, ela lamenta a perda de vidas e a devastação causadas pela tragédia em MG

No texto, ela lamenta a perda de vidas e a devastação causadas pela tragédia em MG

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Política

Bolsonaro fará apelo ao Congresso por reforma e por novas regras para barragens

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Porta-voz da Presidência antecipou prioridades do governo em mensagem a ser levada ao Congresso na próxima quinta-feira (7) durante sessão

Fonte: Último Segundo – iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2019-01-31/jair-bolsonaro-congresso-brumadinho.html

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), está “evoluindo muito bem” após a cirurgia realizada no início desta semana e há esperança de que ele possa embarcar de volta a Brasília já na semana que vem, informou nesta quinta-feira (31) o porta-voz do Planalto, Otávio Santana do Rêgo Barros.

O porta-voz antecipou, em entrevista coletiva, alguns pontos da carta que o presidente Bolsonaro pretende ler, na próxima quinta-feira (7), em sessão no Congresso – que retoma seus trabalhos amanhã . 

“Vamos trabalhar juntos para resgatar o Brasil. Proporemos uma nova Previdência, uma mais justa e que não retire direitos e assegure a saúde fiscal. Também vamos apresentar uma proposta que auxilie no combate ao crime organizado e à corrupção, atacando o fim da impunidade”, elencou Rêgo Barros.

Segundo o porta-voz, a mensagem também irá pedir prioridade a projetos capazes de aprimorar a infraestrutura do País para “acabar com os gargalos logísticos que tentam atrapalhar o setor produtivo”, e também focar na revisão de leis sobre a segurança de barragens.

Questionado pelos jornalistas sobre a inclusão dos militares na reforma da Previdência, Rêgo Barros afirmou que a equipe do presidente está analisando todas as possibilidades tantos para os militares quanto para outras carreiras. De acordo com o porta-voz, ainda não está definido se a proposta vai ser apresentada junto ao restante da reforma ou não. “É uma questão do presidente junto ao Congresso e junto aos seus ministros”, afirmou.

Rêgo Barros também fez um balanço sobre a atuação dos militares israelenses no resgate as vítimas do rompimento de uma barragem em Brumadinho . “Os comandantes brasileiros elogiaram a equipe que veio ao Brasil para a operação de resgate”, disse o porta-voz ao afirmar que o trabalho da missão de Israel “chegou ao fim com êxito”.

O porta-voz afirmou ainda que todas as empresas de telefonia móvel cumpriram as decisões judiciais de quebra de sigilo de celulares de quem estava na região do desastre em Brumadinho durante os dias 24 e 25 de janeiro. Segundo Rêgo Barros, as companhias repassaram “informações como nome, CPF, cidade de origem e data e hora do último registro do sinal do celular”.

Sobre o caminho dos rejeitos, o porta-voz de Bolsonaro informou que a lama já chegou a São José da Varginha, que fica a 98 km de Brumadinho. O Ministério de Minas e Energia tem atuado para conter o avanço dos rejeitos.

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